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Edison Gil é escritor e poeta por coincidência, nasceu no dia 25 de dezembro de 1979 na cidade de Sorocaba SP. Começou a escrever poesias em 1997 e adotou uma regra para executá-las, não censurar suas idéias, mas sim deixá-las como são. Durante alguns anos foi criticado e elogiado, contudo em 2007 decidiu colocar o seu trabalho exposto ao público e criou o blog: Clara luz do meu Pensar, que atualmente é um sucesso. Finalmente em 2010 transformou sua obra poética em livro, cujo nome é o mesmo do Blog.
Dissimulada
Edison Gil
Tua vida copiada
É um tanto fatal
Tua conduta imitada...
Totalmente genial!
Trocam tua mascara
Pintam-lhe no jornal
Focalizam tua mente
Na opinião global
Lavam tuas idéias
Numa Brastemp especial
Teu cérebro seca...
Evapora no varal
E você gargalha
Num disfarce genial!
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A NOVA YORK de Will Eisner
Nova York é o mais novo livro lançado no Brasil daquele que é considerado o Mestre das Histórias em Quadrinhos norte-americanas, WILL EISNER. A obra reúne quatro histórias: Nova York: A vida na grande cidade, O edifício, Caderno de tipos urbanos e Pessoas invisíveis, que compõem retratos do dia-a-dia das pessoas que vivem na cidade grande.
O livro apresenta as peculiaridades observadas pelo autor sobre o que acontece nos grandes centros urbanos, como se pode notar ao ler Nova York: A vida na grande cidade e Caderno de tipos urbanos. Em ambas o autor retrata momentos que ocorrem nas ruas, como uma moça que deixa seu anel cair no bueiro durante uma briga com o namorado. Ou então o relato de um bêbado cambaleando pelos vagões do metrô, que acaba dormindo encostado em um dos passageiros.
Ao se ler O edifício e Pessoas invisíveis a mudança de panorama é evidente. As histórias são sobre personagens isolados, como pequenas biografias de pessoas que vivem solitárias em meio à multidão da cidade grande.
Na introdução do livro, Will Eisner declara que pretende mostrar o que é comum a todas as cidades grandes, não somente a sua Nova York. Para o autor "o verdadeiro retrato [das cidades] está nas frestas do chão e em torno dos menores pedaços da arquitetura, onde se faz a vida do dia-a-dia".
Considerado um dos criadores do quadrinho moderno, Will Eisner (1917-2005) foi um dos mais importantes artistas do século XX. Pai do herói Spirit, Eisner influenciou gerações de quadrinistas no mundo todo. Foi graças a ele que os quadrinhos americanos foram elevados ao status de arte, com a mesma qualidade do que a literatura tem de melhor. Não é por acaso que três das suas obras - Um Contrato com Deus, O Sonhador e O Nome do Jogo, se encontram na lista de livros do MEC indicados para as bibliotecas públicas, ao lado de grandes clássicos da literatura brasileira e mundial.
LEITE DERRAMADO
Cinco anos depois de Budapeste, aclamado pela crítica e pelo público – e que chega em maio aos cinemas, com direção de Walter Carvalho –, Chico Buarque está de volta à cena literária, onde costuma ser sempre tão aguardado quanto na musical. Em Leite Derramado, que chega às lojas com 70 mil cópias encomendadas, o autor cria um romance de tons sombrios, erguido sobre fragmentos de memórias narradas por um velho solitário que agoniza num leito de hospital. Ao relembrar seus dias de riqueza, seus amores, suas perdas, o personagem também apresenta ao leitor décadas de história do Brasil e do Rio de Janeiro, que aparecem em seus tempos de esplendor e em flashes da mixórdia contemporânea.
Sem pretensão de espelhar a História, porém, o romance reflete sobre temas recorrentes nos romances de Chico: a solidão e a alienação.
Há em Leite Derramado uma indisfarçável semelhança com o clássico Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis. Sobretudo na narrativa em primeira pessoa, memorialística e irônica, por um “quase morto” – em Machado, o personagem já morreu. O protagonista do livro de Chico, como Brás Cubas, é um homem à sombra do pai, que nunca teve grandes feitos dos quais se orgulhar e perdeu como regra – dinheiro, amores, família. É filho de uma elite com os dias contados, cuja fortuna foi sumindo com o tempo até desaparecer por completo.
O que há de original é que o relato do personagem, construído a partir de lembranças do passado, é embaralhado pela confusão mental provocada pela idade avançada e uma possível demência senil e pelos medicamentos (entre eles, a morfina). Muito do que está sendo contado, portanto, pode ser verdade, ou fruto do delírio de um homem que rasteja em direção ao fim.
A partir das memórias suspeitas e inexatas do protagonista, Chico costura as páginas com uma (inegável) beleza triste, quebrada apenas por recorrentes momentos de ironia, que capítulo a capítulo, traçam um retrato cruel e patético dos bem-nascidos.
O VENDEDOR DE SONHOS
Um dos mais lidos de 2009 até agora. Vigésimo livro do psiquiatra Augusto Cury, é uma combinação de romance, auto-ajuda e teoria psiquiátrica que vem agradando bastante os brasileiros.
A história é sobre um homem maltrapilho e desconhecido que tenta impedir que um intelectual se suicide. Depois de abalá-lo e resgatá-lo, esse homem, de quem ninguém sabe a origem, o nome ou a história, sai proclamando aos quatro ventos que as sociedades modernas se converteram num hospício global. Com uma eloqüência cativante, começa a chamar seguidores para vender sonhos. Ao mesmo tempo em que arrebata as pessoas e as liberta do cárcere da rotina, arruma muitos inimigos. Será ele um sábio ou o mais louco dos seres?
O que leva uma pessoa a se suicidar? Diversos fatos ocasionaram essa tentativa insana na vida desse intelectual, que buscou o fim dos seus dias, mas que foi quebrada graças à ajuda do nosso enigmático homem, que depois se revelou como o vendedor de sonhos.
Após persuadir o professor, o vendedor de sonhos conseguiu recrutá-lo para seguir este foco principal: tentar mostrar para as pessoas que o mundo em que vivemos está corrompido e decadente. Na visão do vendedor, todo o sistema escraviza as pessoas e a grande maioria não se dá conta de que não aproveitam o maior dom que temos, que é viver. Para o mestre, como o professor Julio César começou a chamá-lo, o mundo está doente.
Na sua grande missão, o mestre foi criando uma equipe, conseguindo atrair cada vez mais pessoas, entusiasmadas com seus pensamentos revolucionários. Entretanto a cada investida, muitos inimigos se tornam parte do seu meio também. A cada página vamos descobrindo quem é o misterioso homem que consegue cativar e embutir suas idéias na mente das pessoas.
1984: A ORIGEM DO BIG BROTHER
Para aqueles que acham que a expressão “Big Brother” é gíria de surfista, talvez não vão gostar da leitura deste livro, bastante sério e pessimista. Mas “1984”, de George Orwell, publicado pela primeira vez em 1952 é o livro que teve a ingrata tarefa de batizar, ou até mesmo inspirar, o famoso reality show holandês, que é sucesso no Brasil através da Rede Globo.
Num futuro alternativo, um sistema opressor vigia todas as pessoas que são filmadas nos seus lares, nos seus mínimos afazeres cotidianos. O ditador líder do governo é simplesmente chamado de “Grande Irmão” (em inglês, Big Brother). Escrito por George Orwell como uma crítica ao totalitarismo, sobretudo à Rússia Stalinista, é um equívoco supor que a sátira do livro seja sobre uma ameaça que já passou.
A prática de criar guerras e inimigos invisíveis para que o povo continue apoiando um estado supressor das liberdades individuais, por exemplo, é um bom espelho da administração de George W. Bush, como bem lembrou o dissidente norte-americano Michael Moore. Outro paralelo é com a manipulação da memória, onde jornais são editados para que o ontem sempre comprove as verdades políticas de hoje.
O “Big Brother” não precisa necessariamente ser um ditador totalitário. Ele pode ser muito bem uma grande corporação multinacional ou até mesmo uma rede de TV. Que as pessoas, nos dias atuais, prefiram abrir mão de sua liberdade em troca de onipresentes câmaras de segurança nos condomínios, ruas, escolas, hospitais, shopping centers – e quem sabe futuramente uma em cada casa? – é uma boa pista que o futuro previsto por Orwell não está tão longe assim de acontecer...
PALESTINA: UMA NAÇÃO OCUPADA
Em tempos de nova ofensiva israelense sob os territórios palestinos, se informar sempre é bom. Pra quem deseja começar a entender melhor o assunto, um bom começo são as reportagens em quadrinhos do jornalista e cartunista JOE SACCO, que passou três meses na Palestina para construir sua premiada série em quadrinhos, que foram reunidos em dois livros, lançados aqui no Brasil pela Editora Conrad.
Não se engane que o tema seja tratado de forma menos séria ou profunda, por ser uma HQ. Pelo contrário: Os israelenses têm confiscado fotos, gravações e imagens que tratem de outra versão do conflito que não seja a deles. Esta é uma das razões por não termos nenhuma boa reportagem na televisão ou documentário sobre a Palestina. Sacco, sabendo desta questão, inteligentemente aliou sua coragem de jornalista ao seu talento como desenhista, e assim fez a primeira grande reportagem em quadrinhos da história.
Entrevistando palestinos e israelenses nos territórios ocupados, vivendo situações reais de risco e descrevendo minuciosamente o país, o cartunista não só conferiu veracidade nas páginas que desenhou, mas, sobretudo humanidade. Com apenas um lápis e bloco na mão, não houve como a polícia israelense lhe confiscar a memória, e assim, de volta aos Estados Unidos, Joe Sacco passou os próximos três anos desenhando a história em quadrinhos que lhe faria famoso.
O livro chegou a ganhar o prêmio American Book Award, um dos mais prestigiosos prêmios literários dos Estados Unidos, além da aprovação tanto de cientistas políticos estudiosos do assunto e lideranças da resistência palestina. No Brasil, o livro tem prefácio do jornalista José Arbex Jr, editor da revista Caros Amigos e ganhou o prêmio HQ Mix de melhor novela gráfica estrangeira.
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